Publicado por: Lucy | 14 de março de 2013

Cadernos NUPEM: O Zooplâncton das Lagoas Costeiras do Norte Fluminense

Finalmente já temos disponível o volume de número 4 da revista Cadernos NUPEM! Neste número, exploramos um pouco o “mundo” microscópico do plâncton das lagoas costeiras da região Norte Fluminense.  Planctôn se refere a pequenos organismos que vivem em suspensão na água, devido a sua baixa capacidade de locomoção. Existem vários tipos de plâncton e, neste número, enfocamos principalmente no grupo do zooplâncton, que reúne uma série de organismos como crustáceos, protozoários, algumas larvas de insetos, moluscos, gastrópodes e outros grupos.

Estes seres são importantes para os ecossistemas aquáticos, pois ocupam um lugar muito importante na cadeia alimentar, já que se alimentam de pequenos detritos e podem servir de alimento para pequenos peixes, sendo responsáveis por transferir parte da energia e biomassa de seu alimento. Além disto, algumas espécies de zooplâncton podem atuar como indicadores biológicos, ou seja, a ausência ou presença delas pode indicar se a água é de boa qualidade. Como exemplo da importância destes pequenos organismos, lembramos da espécie Diaptomus azureus, um microcrustáceo de coloração azulada que foi essencial no momento de criação do Parque Nacional da Restinga de Jurubatiba, dada sua ocorrência restrita a esta região.

cadernos nupem 4

Capa do Cadernos NUPEM # 4, com o famoso Diaptomus azureus.

O cadernos NUPEM/ UFRJ é um  material didático criado para professores com o objetivo de  ampliar a divulgação do conhecimento científico a respeito das pesquisas realizadas na região Norte Fluminense. Desde 1999, quando o Ministério da Ciência e Tecnologia/Conselho Nacional de Pesquisa (MCT/CNPq) considerou o Parque Nacional da Restinga de Jurubatiba área prioritária para sediar um sítio de Pesquisas Ecológicas de Longa Duração (PELD – site 5),  o volume de conhecimentos ecológicos sobre a região aumentou consideravelmente. Desta forma, é importante que todo este conhecimento gerado seja repassado a diversos segmentos da sociedade, principalmente às escolas.

A revista é escrita pelos próprios pesquisadores, em uma linguagem mais acessível à comunidade escolar do que a linguagem geralmente utilizada no meio científico, facilitando o entendimento ao público. Desde sua primeira publicação, em 2003, já foram escritos três volumes: o primeiro, Parque Nacional da Restinga de Jurubatiba – conhecendo sua história e seu valor conta a história da criação do Parque; o segundo, Insetos e Plantas, fala sobre os insetos e suas interações dentro do PARNA; e o terceiro, As plantas da restinga de Jurubatiba, que aborda assuntos como sucessão ecológica e tipos de vegetação encontrados no ecossistema restinga.

Os exemplares são distribuídos gratuitamente para o público-alvo e podem ser obtidos no nosso laboratório. Se você tem algum interesse neste material e deseja solicitá-lo, entre em contato conosco!

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Responses

  1. […] muito ainda em que avançar, especialmente em comunidades menos estudadas sob esta ótica, como o zooplâncton. Este foi o tema da dissertação de mestrado entitulada “Diversidade funcional da […]

  2. […] é ainda mais comum em trabalhos de fitoplâncton (ou zooplâncton) onde número de indivíduos, células ou biomassa de uma espécie podem ser muito pouco […]

  3. […] mas para a bromélia enquanto ecossistema, habitat de microorganismos e macro/micrometazoários (zooplâncton e macroinvertebrados bentônicos, por exemplo). Com um maior intervalo de tempo entre os eventos […]

  4. […] tentar responder a esta e outras questões, nós utilizamos a comunidade zooplanctônica como modelo de estudo, que foi submetida ao aumento de temperatura e de salinidade e à remoção […]

  5. […] estatísticas e até ferramentas específicas como identificação de comunidades biológicas (zooplâncton, fitoplâncton, bactérias, macrófitas, macroinvertebrados) e análise de emissão de gases. O que […]

  6. […] comendo sementes e até sendo predados por outros peixes, tudo isso por entre as árvores. O zooplâncton tem sua densidade aumentada em períodos de águas baixas e densidade diminuída em períodos de […]

  7. Olá Lucy, obrigado pelo retorno e disponibilidade! Vou enviar sim um e-mail para você! Obrigado, Mauro

  8. Prezada Lucy, boa tarde! Eu, particularmente, achei bastante interessante a iniciativa da divulgação que o Laboratório de Limnologia está fazendo! Eu trabalho com zooplâncton em Pernambuco e gostaria de fazer algo similar. Eu tenho interesse em obter algum exemplar, ou mesmo, uma versão em pdf, se houver. Caso seja possível, ficaria bastante agradecido!

    • Olá, Mauro!
      Agradeço o interesse! É bom saber que outras pessoas também tem essa iniciativa. Posso enviá-lo um exemplar se você me der seu endereço. Escreva para meu e-mail particular: luciana.rabelo.araujo@gmail.com

  9. […] As lagoas costeiras estão presentes no Parque em diferentes formas e tamanhos. Elas podem ser formadas na foz de pequenos rios, pelo fechamento de braços de mar ou ainda por afloramentos do lençol freático. Uma característica importante de algumas destas lagoas é a grande concentração de substâncias húmicas em suas águas, o que as deixa com uma coloração escura, semelhante ao chá-mate. Essas substâncias podem servir de alimento para os organismos de cada lagoa, além de limitar a incidência de luz solar na coluna d’água, reduzindo a atividade das algas. Entre os grupos de organismos encontrados nestes ambientes, pode-se destacar o zooplâncton e os organismos bentônicos. […]


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