Publicado por: Vinicius Scofield | 11 de abril de 2013

O que você sabe sobre o Parque Nacional da Restinga de Jurubatiba?

Você conhece o Parque Nacional da Restinga de Jurubatiba? Apesar de possuir diversos atrativos naturais e estar localizado em uma das maiores cidades do estado, o PNRJ ainda é pouco conhecido da população. O Laboratório de Limnologia realiza pesquisas na região há mais de 20 anos, e com o intuito de divulgar o conhecimento gerado neste período e estimular a visitação aos ecossistemas do Parque, foi lançado o guia “Atrativos do PARNA da Restinga de Jurubatiba: Turismo e Educação Ambiental“. O guia é fruto de uma bem-sucedida parceria entre o ICMBIO e o NUPEM-UFRJ, contando com diversos membros do Laboratório em sua produção.

O PNRJ é uma das mais importantes áreas protegidas de restinga do Brasil. Nele podem ser encontrados diferentes tipos de formação vegetal, diversas lagoas costeiras e até mesmo um importante elemento da história do Rio de Janeiro. O nome do Parque deriva da palmeira Guriri, chamada de Juruba pelos índios nativos da região e encontrada em grande quantidade em toda a área do PNRJ.

O Parque apresenta diferentes tipos de vegetação, cada uma relacionada ao ambiente em que se encontra. A vegetação pós-praia, por exemplo é dominada por plantas rasteiras, que crescem diretamente na areia. Em um outro extremo há as florestas pantanosas e periodicamente inundadas, que podem alcançar mais de 15 metros e estão localizadas em solos úmidos próximos às lagoas. Outros tipos de formações importantes são a vegetação em moitas – que domina áreas arenosas abertas mais distantes da praia – e a vegetação aquática – presente em diversas lagoas e canais. Além do guriri, bromélias-tanque, cactus e árvores de Clúsia,  são espécies muito presentes na vegetação do parque.

Ficha sobre a vegetação em moitas

Ficha sobre a vegetação em moitas

As lagoas costeiras estão presentes no Parque em diferentes formas e tamanhos. Elas podem ser formadas na foz de pequenos rios, pelo fechamento de braços de mar ou ainda por afloramentos do lençol freático. Uma característica importante de algumas destas lagoas é a grande concentração de substâncias húmicas em suas águas, o que as deixa com uma coloração escura, semelhante ao chá-mate. Essas substâncias podem servir de alimento para os organismos de cada lagoa, além de limitar a incidência de luz solar na coluna d’água, reduzindo a atividade das algas. Entre os grupos de organismos encontrados nestes ambientes, pode-se destacar o zooplâncton e os macroinvertebrados bentônicos.

Uma das fichas do guia sobre as lagoas costeiras

Uma das fichas do guia sobre as lagoas costeiras

O Canal Campos-Macaé é um dos atrativos do parque e possui importante valor histórico. Construído no final do século XIX por escravos, seu papel era o de transportar a produção de cana-de-açúcar da região. O canal possui um total de 96 Km e passa por algumas das maiores lagoas do parque. Suas águas históricas atraem hoje diversas espécies peixes e aves aquáticas.

O acesso e as atividades no PNRJ são regulados pelo ICMBIO. É proibido entrar com animais domésticos e em quase todas todas as lagoas é proibido pescar. Há diversas trilhas voltadas para o turismo e vários pontos com infra-estrutura desenvolvida, como banheiros, restaurantes e centro de visitantes.

Ficou curioso? Leia mais no Atrativos do PARNA da Restinga de Jurubatiba: Turismo e Educação Ambiental e clique aqui para ver o parque no Google Maps. Para informações sobre como obter o guia, entre em contato com a gente.

Uma das trilhas disponíveis no parque

Uma das trilhas disponíveis no parque

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Responses

  1. […] o meu tempo no Brasil, eu coletei alguns indivíduos em sete pontos ao longo do Parque Nacional da Restinga de Jurubatiba , e segui para o sul até as restingas de Arraial do Cabo, Maricá e finalmente Ilha Bella, […]

  2. […] Atualmente o PELD possui 36 sítios de pesquisas, ou seja, áreas representativas de ecossistemas brasileiros nos quais são realizadas as pesquisas de longa duração. De forma mais específica, o sítio 5 do PELD, corresponde ao PELD das Restingas e Lagoas Costeiras do Norte Fluminense (RLAC) e é nesse sítio onde atua o Laboratório de Limnologia – UFRJ, realizando pesquisas nas lagoas costeiras do Parque Nacional da Restinga de Jurubatiba. […]

  3. […] hidrológica na estruturação das comunidades de ecossistemas aquáticos costeiros do Parque Nacional da Restinga de Jurubatiba. Para responder esta pergunta, o projeto teve uma abordagem comparativa entre organismos com […]

  4. […] em função de variações de salinidade.O estudo foi feito em duas lagoas costeiras localizadas no Parque Nacional da Restinga de Jurubatiba ao longo do período de janeiro de 2002 até dezembro de 2007 e pudemos perceber que as espécies […]

  5. […] capazes de armazenar água em um ambiente extremamente quente e árido. A bromélia-tanque do Parque Nacional da Restinga de Jurubatiba é uma ilha do Pacífico ao […]

  6. […] esforço por lidar com dados de distintas regiões brasileiras – como as lagoas costeiras do Parque Nacional da Restinga de Jurubatiba, no Norte Fluminense, e os lagos de altitude amazônicos, na Serra de Carajás -, denotando um […]

  7. […] experimento que compreende este projeto teve duração de seis meses e foi realizado no Parque Nacional da Restinga de Jurubatiba. O controle dos padrões de chuva foi feito com o auxílio de tendas plásticas, as quais não […]

  8. […] aquáticas contabilizando 984 espécies, onde 247 são encontradas no Pantanal até o momento. No Parque Nacional da Restinga de Jurubatiba, onde nós do Laboratório de Limnologia/UFRJ desenvolvemos uma grande parte dos nossos estudos, […]

  9. […] quando o Ministério da Ciência e Tecnologia/Conselho Nacional de Pesquisa (MCT/CNPq) considerou o Parque Nacional da Restinga de Jurubatiba área prioritária para sediar um sítio de Pesquisas Ecológicas de Longa Duração (PELD – […]

  10. […] A resposta da comunidade zooplanctônica à presença destas substâncias nos ambientes aquáticos permanece pouco estudada, especialmente nos ambientes altamente húmicos do estado do Rio de Janeiro. E é nesta linha que vai este trabalho, que procura apontar a potencialidade da comunidade zooplanctônica (composição, abundância e biomassa) como indicadora de gradientes húmicos naturais. Este gradiente foi obtido em 7 ambientes que ocorrem dentro do Parque Nacional da Restinga de Jurubatiba. […]

  11. […] no Brasil em três ocasiões ao longo dos últimos três anos. Neste exato momento estou no Parque Nacional da Restinga de Jurubatiba, desenvolvendo um experimento em conjunto com alunos de pós-graduação do Laboratório de […]


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