Publicado por: Aliny Pires | 20 de junho de 2013

Mudanças Climáticas: De quem é a culpa?

São Pedro.

Nanã.

Zeus.

Quantas vezes não atribuímos à vontade de divindades as mudanças bruscas no tempo, sejam elas relacionadas à seca ou à chuva. O mistério em torno dos fatores que regulam a chuva esteve presente em toda a história da humanidade e, com frequência, atribuída ao “mau humor” dos deuses. A fé, portanto, tratava de explicar o que não entendíamos. Eis o castigo divino pelo péssimo comportamento da humanidade. Quem nunca ouviu falar da Arca de Noé? Hoje, a ciência, assim como a fé, atribui ao homem às mudanças observadas no clima do planeta.

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Na revista Ciência Hoje de maio (CH 303), o Laboratório de Limnologia discute esta polêmica na seção ensaio com o artigo “Fé, ciência e a conta!”. Sobre a ótica dos mecanismos biológicos, como a diversidade de espécies, os pesquisadores Aliny P. F. Pires e Vinicius F. Farjalla discutem a estabilidade dos ecossistemas  diante destes estressores.

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Os pesquisadores se baseiam em uma série de experimentos que demonstram que ambientes com maior número de espécies são menos sensíveis a mudanças nas condições climáticas. Estes resultados fornecem um importante argumento para a conservação da diversidade de espécies, e dos demais fatores que viabilizam ecossistemas diversos. O último documento produzido pelo Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (do inglês, IPCC), principal órgão responsável pelo tema, trata somente dos mecanismos de adaptação às novas condições no clima.

É estimado um gasto em torno de 14 a 21 bilhões de dólares para que a América Latina se adapte as novas climáticas previstas para o continente. Tamanho gasto se deve, principalmente, à elevada vulnerabilidade das cidades a eventos extremos. Estes conceitos, vulnerabilidade e extremidade, são altamente relacionados. Um evento só é considerado extremo se, além de representar um valor discrepante em relação aos valores pretéritos, o sistema for vulnerável a ele.

Desta maneira, faz-se necessário o estabelecimento de políticas públicas capazes de diminuir a vulnerabilidade das cidades a estes eventos e assim, evitar desastres como os ocorridos na região Serrana do Rio de Janeiro em 2011 . Ou continuaremos culpando São Pedro?

E você o que acha?

Quer ler o texto na íntegra?

Fale com os autores: alinypfpires@gmail.com

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Responses

  1. […] sem dúvida! Por falar nisso, já conversamos sobre chuva e misticismo aqui (Ver o post “Mudanças climáticas: De quem é a culpa?”). A questão é que com as mudanças climáticas são previstas grandes alterações na […]

  2. […] os atuais e futuros problemas a serem trabalhados pelos limnólogos nos próximos anos e incluem as mudanças climáticas, a perda de biodiversidade e a eutrofização. A palestra ajudou a identificar os novos rumos e […]

  3. […] gases, como o vapor d´água e o dióxido de carbono (CO2), um dos principais responsáveis pelas alterações no clima da Terra. Assim sendo, seu crescente aumento de concentração na atmosfera tem recebido grande atenção da […]

  4. […] Gabriela, mas vamos lá: A dissertação é intitulada “Uma investigação da abordagem sobre mudanças climáticas em uma escola de Macaé-RJ”. Com a competente ajuda do Prof. Couceiro, Gabriela fez um […]

  5. […] Aquecimento global, destruição de hábitats, sobrepesca são problemas ambientais que estão levando a uma perda alarmante de biodiversidade. Essa perda normalmente é medida como a quantidade de espécies. Porém, o simples número de espécies (riqueza) é uma medida eficaz da diversidade biológica? […]

  6. […] mundo que está em constante modificação. Entre tais mudanças a perda de espécies e as temidas alterações climáticas podem afetar vários processos e serviços dos ecossistemas. Um dos mais recentes documentos […]

  7. […] temidas mudanças climáticas tem motivado inúmeros pesquisadores a investir esforços na área. Diversos ramos da ciência: […]


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