Publicado por: Laboratório de Limnologia/UFRJ | 16 de janeiro de 2014

Educação Ambiental e consciência ecológica

*Esta é uma contribuição dos alunos da disciplina ‘Ecologia de Águas Doces’, disciplina oferecida pelo professor Francisco de Assis Esteves para os alunos de Graduação em Ciências Biológicas da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

A pesquisa produz um corpo de conhecimento que geralmente é restrito aos ambientes acadêmicos. Enquanto financiadora da ciência, a sociedade deveria usufruir do conhecimento gerado pela pesquisa. Fazendo o elo entre a teoria e a prática está a práxis. Que pode ser definida como a razão entre a reflexão e a ação. É a ponte entre o conhecimento acadêmico e a sociedade.

A educação ambiental pode ser uma ferramenta para complementar o ensino regular ou deve ser implementada durante o mesmo. Também atua como uma ferramenta que permite a chegada do conhecimento de ponta, gerado pelos cientistas, para transformação da sociedade.

O meio ambiente ecologicamente equilibrado é considerado direito fundamental. Mas como garantir isso? Todo tipo de agressão ao meio ambiente, poluição e outros, acabam por ferir o direito de todos ao meio ambiente equilibrado. Como atitude do governo, criou-se a Teoria Subjetiva ou da Culpa: art.159 diz que “aquele que, por ação ou omissão voluntaria, negligencia ou imprudência, violar direito, ou causar prejuízo a outrem, fica obrigado a reparar dano.”, na tentativa de se assemelhar às leis estrangeiras. No entanto, esse artigo foi falho no sentido do sentimento inexistente de culpa do agente, e, além disso, como provar que há um dano devido a conduta?

A educação ambiental, então, constitui-se em um importante instrumento para atingir as metas de conservação e uso sustentável dos ecossistemas. Existem três vertentes para a execução de projetos de educação ambiental, sendo elas:

             Científica: ênfase ao processo científico, com o objetivo de abordar com rigor as realidades e problemáticas ambientais. Entre as proposições associadas a este campo está o ambiente como um tema atrativo que estimula preocupação e proporciona dimensão científica e ética à biodiversidade.

               Bioregionalista: se baseia na ética ecocêntrica e coloca como centro a educação ambiental a fim de desenvolver uma relação com o a região ou o local, desenvolvendo a sensação de pertencer à aquele ambiente e a necessidade de valorizar e preservar o meio.

               Conservacionista/recursista: esta última tem como base a educação na “conservação” dos recursos, no que diz respeito à sua qualidade e à quantidade, focando no comportamento individual para atingir o todo. Geralmente o ensino é direcionado ao repetido “Redução, reutilização e reciclagem”, excluindo a sustentabilidade como item fundamental na educação.

                 E como fazer Educação Ambiental na prática? Um dos melhores exemplos que podemos citar é o da capacitação de professores, que aproxima da escola o conhecimento científico gerado na academia. Uma vez que a escola é um importante meio difusor de conhecimento e cultura, a sociedade pode começar a perceber seu papel sobre o manejo e impacto sobre os recursos naturais.

Contribuição feita por:

Everton Miranda (abomai.1618@hotmail.com)

Tatiana Viana (tvviana@outlook.com)

Úrsula Costa (udrcosta@gmail.com)

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Responses

  1. […] Neste ano de 2014, foram nada menos que 41 postagens neste blog, incluindo assuntos variados como educação ambiental, estatística, ecologia geral, participação em eventos e artigos de opinião. E, claro, como não […]


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