Sou aluna de Iniciação Científica, orientada pelo Professor Francisco Esteves, desde 2011. Fui contemplada em janeiro, com uma bolsa de graduação sanduíche do programa de mobilidade internacional, o Ciência sem Fronteiras. Hoje se passaram 6 meses e vim compartilhar, através deste post, um pouco sobre a grande experiência que está sendo estudar na Escócia.

University of Stirling (http://www.stir.ac.uk) é relativamente nova – fundada em 1967 – e hoje é a 6a no ranking de Universidades da Escócia. Stirling é uma cidade central e histórica, de apenas 45 mil habitantes. Grande parte da população é diretamente envolvida com a Universidade. Com mais de 120 hectares de extensão, muitos cobertos de floresta, o campus é considerado um dos mais bonitos e seguros do Reino Unido. A infraestrutura do campus oferece acesso 24 horas à “Zona de Estudos”, e conta com um premiado centro de esportes, cinema, teatro e galeria de artes. Estes, que junto aos departamentos de apoio aos estudantes e as sociedades formadas pelos alunos, fazem com que as mais de 80 nacionalidades presentes na Universidade se integrem e vivenciem o máximo que ambiente universitário pode oferecer.

Vista dos prédios residenciais para o campus e o Wallace Monument.

A Universidade é reconhecida pelos cursos relacionados à Ciências Ambientais, Ciências Humanas e Ciências do Esporte. A grade extremamente flexível, possibilita mais de 300 combinações de graduação. O curso integral conta com 3 matérias por semestre. As aulas, em sua maioria, não são compulsórias. Elas são lecionadas sob forma de palestras, seminários ou laboratórios. Antes das aulas os professores fornecem os slides e depois, os áudios. Isto porque acredita-se que a maior parte da formação do aluno se dá fora da sala de aula, fazendo com que os alunos estudem mais de forma independente.

Dentro da grade de Ecologia, no primeiro semestre cursei as seguintes matérias:

  1. Problemas Ambientais Globais – que tratou da poluição na terra, água e ar e a conservação da biodiversidade global;
  2. A Biosfera – que abordou o estudo dos solos, ciclos biogeoquímicos e os principais ecossistemas da Escócia e do mundo;
  3. Técnicas de Campo – que ensinou as principais técnicas de coleta e análise voltadas para o biólogo.

O método de avaliação é composto por parte teórica e prática, com pesos iguais. A nota da parte teórica é obtida através do modelo de exame “Essay”, que são respostas discursivas similares à uma redação, e a nota da parte prática através de relatórios.

Em junho dei início ao estágio de verão, onde trabalharei no projeto intitulado “O Legado do Fósforo no Lago Quarry: será que a poluição gerada no passado afeta a qualidade da água hoje?”, orientado pelo Dr. David Oliver e Dr. Richard Quilliam. Posso falar mais do projeto em um futuro post. Agradeço à Limnologia UFRJ por ter me ensinado tanta coisa que estou conseguindo praticar aqui. Enquanto não volto, estou feliz por fazer parte desse momento tão importante e histórico que a Escócia está vivendo esse ano. Vejo todos em janeiro!

Lago Quarry.