Publicado por: Claudio Marinho | 26 de novembro de 2015

O papel do junco sobre os processos de emissão de metano em um lago do sul do Brasil

Publicações do laboratório

* A partir de hoje, o blog Limnonews conta com uma seção chamada “Publicações do Laboratório”. Aqui traremos um resumo de artigos publicados por membros do laboratório de Limnologia/UFRJ, escrito em uma linguagem acessível. Assim você fica por dentro de nossas pesquisas! Veja abaixo o título original do artigo e sobre o que ele trata:

 

Emergent Macrophytes Alter the Sediment Composition in a Small, Shallow Subtropical Lake: Implications for Methane Emission

Macrófitas Emergentes Alteram a composição do Sedimento em um Lago Subtropical Pequeno e Raso: Implicações para a Emissão de Metano

 

Autores: Cláudio Cardoso Marinho, Cleber Palma-SIlva, Edélti Faria ALbertoni, Iara Bieno Giacomini, Marcos Paulo Figueiredo-Barros, Leonardo Marques Furlanetto, Francisco de Assis Esteves

 

O papel do junco sobre os processos de emissão de metano em um lago do sul do Brasil

A definição sobre macrófitas aquáticas gera bastante discussão. Mas a sua importância para os ecossistemas aquáticos é indiscutível, principalmente para os ambientes rasos, muito comum em solo brasileiro. Nesta pesquisa, foi possível evidenciar a importância de uma espécie de macrófita emersa, ou seja, plantas que são enraizadas no sedimento do lago e com as folhas fora da água. Neste caso, estudamos a espécie Schoenoplectus californicus, conhecida popularmente como Junco ou Tiririca. O Junco ocupa 10% da área de um pequeno lago raso artificial (Lago Polegar), localizado no Campus da Universidade do Rio Grande (FURG), na cidade do Rio Grande no Rio Grande do Sul. A presença desta macrófita aquática altera a composição do sedimento do lago, através da adição da matéria morta (matéria orgânica) que se acumula na região colonizada pela planta. A presença desta matéria orgânica, além de alterar a estrutura do sedimento, propicia a formação de metano, reconhecido como um dos mais importantes gases estufa. O metano é formado pela ação de microrganismos em anaerobiose (ausência de oxigênio) sobre a matéria orgânica morta. Depois de produzido no sedimento, ele pode atingir a atmosfera via coluna d´água por duas formas: difusão ou bolhas. Via difusão, o gás vai lentamente atravessando a coluna d´água até atingir a superfície. Neste trajeto o metano pode ser oxidado via ação de bactérias presentes na água. Quando da emissão por bolhas, ocorre uma redução da sua oxidação, o que possibilita que uma maior quantidade de metano alcance a atmosfera. Nesta pesquisa, foi observado um considerável aumento da concentração de metano no sedimento, e consequente emissão por bolhas na região colonizada pelo Junco.  Principalmente no período mais quente. Tais resultados apontam para uma possível potencialização dos processos de emissão de metano em ecossistemas aquáticos rasos colonizados por macrófitas aquáticas, em função dos cenários de aumento da temperatura do planeta.

 

Se interessou em ler o texto inteiro? Clique aqui para baixá-lo (apenas se você tiver acesso aos periódicos CAPES).

Quer entrar em contato com o(s) autor(es) deste trabalho? Deixe uma mensagem nos comentários abaixo ou envie um e-mail para : clcamar@biologia.ufrj.br

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Responses

  1. Show! Show! Show! Claudio e Elder, é isto mesmo. Estou mais do que feliz, pois acho que demos outro passo. Com este post, eu próprio me dei conta de que temos resultados frescos para exemplificar as coisas q abordamos em ecologia de águas doces sobre metano.


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