Publicado por: Aliny Pires | 29 de setembro de 2016

Como publicar o meu artigo?

Se você pensa que ao ler este post vai encontrar a resposta para esta pergunta, está enganado. Mas este texto é para você que quer a resposta desta pergunta. Vivemos a ditadura da publicação na ciência…

Temer, jamais!

Não adianta fugir, não adianta se esconder, já dizia o Tchakabum!

A divulgação dos resultados obtidos faz parte do trabalho científico, já dizia meu orientador!

Existem milhares de textos e livros com dicas sobre como escrever um bom artigo. Veja este e este e este e este blog!  A chance de um artigo bem escrito ser aceito é bem maior que a de um artigo mal escrito, DEFINITIVAMENTE. A maior parte destes textos sugere um protocolo de como estruturar e confeccionar um texto científico. Quase uma receita de bolo…

Este não é mais um destes textos. Não tenho esta pretensão.

O que quero falar aqui é sobre escolhas.

Vamos assumir algumas coisas. Você fez um trabalho ótimo. Seu orientador e você pensaram em uma pergunta científica interessante. O delineamento experimental foi perfeito. Sua dedicação na análise e processamento dos dados foi exemplar. Você leu diversos trabalhos no tema e domina o conteúdo do trabalho.  Isto não é tudo. Eis que podem surgir alguns problemas:

1 – O resultado do trabalho vai além da sua maturidade científica para contá-lo.

Tem coisas que precisam de maturidade, melhoram com o tempo e a ciência é uma delas. Portanto, você deve começar cedo. Escreva, desde sempre! Isto vai fazer você evoluir! Mas vale a pena adequar o trabalho à sua capacidade de finalizá-lo. Eu (veja bem, eu) acredito que um aluno deve começar e terminar um trabalho. Sou contra um aluno ser, apenas, mão de obra acadêmica. Daí a diferença entre o trabalho técnico (muito importante) e a iniciação científica (muito importante, também). Porém, acho que um aluno de IC deve praticar todo o processo e ser formado nisso.

Só não dá para o primeiro artigo de um aluno de IC ser a capa da Science. Pelo menos na maioria das vezes…

A escrita científica é um processo. Se permita dar um passo de cada vez! Orientadores, ajustem o plano de seus alunos à capacidade deles de finalizá-lo. Mais realização e menos frustração na academia.

2 – O trabalho tá tão legal que você superestima a colocação dele no meio acadêmico.

É legal ser empolgado com um trabalho, mesmo. Mais, acho que é fundamental! Porém, calma lá! Será que seu trabalho possui a relevância que você credita a ele? Como saber se é empolgação ou relevância?

Dica: Mostre seu trabalho aos seus colegas, perceba a empolgação deles e acredite na experiência do seu orientador. Agradeça as criticas que receber, elas são preciosas. A teimosia é uma característica que vai te deixar para trás. A persistência e a paciência são características fundamentais para um cientista. Aprenda a diferenciá-las.

Caso contrário, você corre o sério risco de escolher a revista do tamanho “errado” do seu trabalho. Aí, cada “NÃO” que você toma, te consome. Acertar a revista é algo muito importante para ser um pesquisador produtivo. Você já pensou quanto tempo demorou para voltar naquele trabalho que foi rejeitado? A rejeição dói, mas faz parte. O livro o “Andar do bêbado” de Leonard Mlodinov faz um breve relato de rejeições de grandes obras literárias e no cinema. Você sabia que J. K. Rowling tomou 9 “NÃOs” antes de ter o primeiro livro da saga  “Harry Potter” aceito? NOVE! Isso, meu bem! NOVE… Portanto, vai lá ao seu computador e fecha aquele trabalho que levou um, dois, três “NÃOs”.

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“É por isso que as pessoas bem sucedidas em todas as áreas quase sempre fazem parte de um certo conjunto – o conjunto das pessoas que não desistem.” Texto retirado do livro o Andar do Bêbado.

Lembre-se, mais uma vez, ajuste o seu trabalho ao tamanho da revista!

3 – Você acredita mais no trabalho, do que ele mesmo.

Sabe aquele pai  que jura que o filho “perna-de-pau” será o próximo Neymar? Não seja esse pai. A criança nem gosta de futebol, nem do Neymar. Mas tá lá o pai, defendendo o filho cegamente. Respeite os dados que você tem e o que eles mostram. Não tente contar um historia que não é a deles.

Isto tem a ver com o que falamos anteriormente, mas difere no fato do potencial do resultado. Antes tratávamos de ter uma história real, mas não tão “legal”. Agora, estamos falando de uma história forjada. Algo que o seu dado não trata.

Enfim, a lição de hoje é: ande devagar, ande sempre, ciente do final que te espera e do que tem em mãos. Faça as escolhas que vão te permitir percorrer um caminho. Um caminho! Construa um caminho! Você pode escolher algo diferente… Mas, lembre-se sempre de escutar a voz da experiência.

Ah! Você quer publicar o seu trabalho? Então…

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Pratique!

Obs. 1: Qualquer semelhança com a minha vida é a mais pura verdade.

Obs. 2: Eu já errei tudo isso aí! #phn

Obs. 3: Explosão Tchakabum, com a dança do verão…

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