Publicado por: Sorana Karenina | maio 9, 2019

Piscininha do Fósforo

Nome bem sugestivo e divertido, mas do que será que trata essa tal piscininha?

A princípio, tudo começou com uma disciplina da graduação “Ecologia de águas doces”, da UFRJ, onde esse grupo que vos escreve, se conheceu por escolher um projeto em comum que seria desenvolvido durante a disciplina de campo, o tal projeto do FÓSFORO.

Bom, falando em ambiente de águas doces, o fósforo é um nutriente limitante, sendo, em excesso, o principal responsável pelo processo de eutrofização. O aumento da concentração de fósforo altera a estrutura das comunidades aquáticas e seu funcionamento (aumento da produtividade primária) causando um efeito que chamamos de mudança de estados alternativos, caracterizado por alterações no ambiente aquático que passa de translúcido para o que chamamos de eutrofizado.

A partir dessa informação, o questionamento a ser respondido era “Há uma relação linear (ou sigmóide, por exemplo) entre a concentração de fósforo e as alterações nos ecossistemas aquáticos? “.. dan… dan.. dan.. com isso o objetivo principal do grupo foi “Avaliar a relação entre a concentração de fósforo e a estrutura e o funcionamento de ecossistemas aquáticos.”

Tudo tranquilo até aqui. Em encontros pré-campo, cada aluno escolheu o projeto que queria fazer e assim foi alocado em algum dos grupos (eram 4 grupos, cada um com perguntas diferentes relacionadas ao ambiente de água doce). Após a definição dos grupos, ainda antes do campo, os alunos receberam a bibliografia apropriada para a realização dos experimentos. Durante a semana da disciplina que ocorreu toda na REGUA (Reserva Ecológica de Guapiaçu), no interior do Rio de Janeiro, algumas aulas mais gerais foram ministradas com o intuito de passar mais algumas informações que ajudassem no decorrer do projeto.

Um detalhe muito importante ainda não dito, foi que a montagem dos experimentos relacionados a cada projeto foi feita pela equipe de professores e monitores antes da turma ir a campo. Isso ocorreu para que os “ecossistemas” formados tivessem tempo suficiente para maturar e assim pudéssemos observar  os resultados pretendidos. Para o nosso projeto, foram cheias 10 caixas de água (ou piscininhas, como chamamos desde o início) e nelas diferentes concentrações de fósforo foram inseridas. O projeto teve o seguinte desenho experimental:

exp

Chegou o grande dia, dia de abraçar nossas piscininhas. Saímos da UFRJ em direção ao campo na REGUA, com duração de uma semana. Durante exatos 7 dias tínhamos que definir a forma de coleta de material, analisar os dados obtidos, escrever o relatório final, apresentar os resultados do trabalho e entre todas essas tarefas ainda tínhamos palestras e aulas para assistir. Além de claro, comer (em momentos de quase sempre muita descontração) e dormir (ou tentar, no pouco que sobrou). Uma semana um tanto quanto intensa, mas abraçamos o projeto e a rotina seguiu das 5 da manhã (escolha de horário do grupo para ter acesso exclusivo ao material do laboratório, com isso também surgiu o nome do grupo no whatsapp “Milagre da Manhã” nosso alter ego) até … , bom, até ninguém mais aguentar ficar de olho aberto rsrsrsrsr.

O objetivo da disciplina era ter uma experiência de imersão completa em um experimento científico, desde a elaboração de um projeto até sua execução, coleta, análise e apresentação…  e que experiência!

Muitos altos e baixos seguiram nesses 7 dias, sono, cansaço físico e mental, muita troca de experiência, conhecimento e informação, dados que não soubemos explicar direito e outras que estavam muito claros. Enfim, o relatório saiu das discussões e de muito sono, ops, trabalho em grupo e tudo foi apresentado.  Apesar dos contratempos, o aprendizado foi imenso e recompensador. Uma disciplina inteiramente de campo pode realmente mudar perspectivas. Quem diria que esvaziar “piscininhas” ás 5 da manhã seria tão divertido.

.Desenho sem título

Superior da esquerda para direita: 1 – Paulo Vilardo, Raquel Capella, Joseph Ferro (Mestre e Monitor da equipe), Ana Lima, Sorana Karenina. 2- Professor Vinicius Farjalla 3- Modelo Joseph Ferro. Inferior da esquerda para direita: 1- Dread, ops, Prof Leandro Sabagh 2- MELHOR GRUPO – fundo: Paulo, Sorana e Ana. Na frente: Beatriz  e Raquel.

Por: Ana Luiza Lima, Beatriz Lima, Paulo Vilardo, Raquel Capella e Sorana Karenina.

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